• Não estamos imóveis
    Espanha

    Não estamos imóveis – só gostamos de sexo

    A viagem havia decorrido sem novidades, com excepção de um ligeiro solavanco. Às primeiras luzes da meia tarde, desembarcaram na capital. Calorosamente recebidos, desfizeram malas. Profissionais consumados, cumpriram deveres.

    Bar Canecas recebeu banda com propriedades condutoras. Transmitiram corrente, recarregando pólos. Ares frescos, vestiram tecnologicamente equipados. O sistema, hidratante, até à boca. Embatendo neles, gotas líquidas resvalavam.

    Na volta, Gualdina recebeu sinal abrir, leu missiva digital. Buenos ficaram subitamente pálidos. Corria rumor que material em bruto estava a sair bem, iria «rivalizar com melhores». Pacheco sugeriu campanha para prémios enquanto redigia discurso de agradecimento.

    Ela gosta de brincadeiras, e é estúpida. Mas ainda quer foder, o tempo todo. Eu também sei o que é uma boa foda. Ela provavelmente vai transar com um monte de caras. Está no site de um porno español hd.

  • Lançado convite
    Espanha,  Filme

    Lançado convite

    A 1 de Setembro, dia de Evento Largo, que recupera a tradição de feiras de apresentação e comercialização de produtos, a Galeria Gabinete, espaço modular situado na emblemática malha urbana de Penafiel, acolhe, exposição narrativa em película, inspiradora do novo clip da banda, que terá instalação em televisão. Retinaphunk, responsável pelo guarda-roupa, dedicará montra de sua loja.

    Vernissage com presenças especiais. Kiko Pereira, notável cantor jazz, par no dueto da trilha que acompanha o video, a estrela Giselle Barbosa, que protagoniza Ela, e Alex Monteiro, o inigualável Ser. Para abrilhantar sucessos, petiscos regados a granizado de morangos com champagne. Entrada livre e grátis.

    Água do mar organizada

    Palavra de Cousteau. Em exposição, fotografias com espuma inspiradora. Disparos de botões, pressionados pela banda e Carlos Nemeth, relembrando pioneiros da captação fotográfica, exploram caminhos visuais recorrendo a processos mecânicos pouco rigorosos. Escritos solares banhados a quimicos, emergem como memórias, da água do mar na zona de rebentamento.

    Na praia emulsão, brincadeiras de verão com truques de esconde esconde, agora vês-me agora não. Metáforas aquáticas encapsulam rituais de moluscos e acasalamentos num falso ambiente de sonho e abstração. Ultrapassada surpresa fingida, parece verdadeiro.

    Fantasia em clip

    No vídeo “Guapa resmistura com Kiko” estão componentes fundamentais da trajectória da banda, relações simbólicas, e histórias eternas.

    Filmado em Lavadores, Sardenha, personagens sofrem de encantamentos. Uma praia, dourada e labiríntica, atrai duas enigmáticas damas de terra e Ela, feminina principal. Vestindo leve sexy casual, andam brincando, aproximam-se do mar.

    De pérolas, um colar invoca culto a deusas. Debaixo de água, o mar inventa o macho. Como Demiurgo da Gnose de Jung, Ser sai à superficie marítimo, brilhante. De um encontro em ritual carícias, semente na terra, tudo começou aí.

    No video do verão, água criadora contém princípio feminino. Por entre rochas, Ela descobre futuros. Espuma é em si mesmo consequência da organização necessária para embrião que Concha porta. Laranja em dia de sol simula a energia vital da renovação. Pássaros submissos a uma ordem desconhecida, controlam o meio através de anúncios. Fora de cena outros animais nascem maduros, humanos frágeis.

    Guapa resmiturada com Kiko

    A musicar clip, novo single dueto água com gás. 120 batidas, balanço de berço à mão, kaoss de sintetizadores, jogadas rítmicas, vai não vai. Convidado bem deitado, Kiko Pereira, notável cantor, o melhor português nascido na América.

    Professor de triunfos, protagonista de projectos referência como Caffeine, Trupe Vocal, participações com Laurent Filipe, Bob Berg ou Ingrid Jensen, acaba de lançar L’USA. Kiko é um raro, mistura inglês nativo, cultura americana de jazz com toque de blues e pop. Aqui, também castelhano.

  • Banda radiante
    Concerto,  Espanha

    Banda radiante

    Miudiño Bar, Ourense. Casa composta, recepção à galega, público sedento de boas. Na mala, primeiro concerto Astrolábia a Tour, disponível para espectadores de ambos hemisférios.

    Modo tour

    Inclui sucessos mas não apresenta disco. Para entrada, A Marosca, tensão suspensa. Dôr no Telhado cresceu até Eu Zangão. Depois, primeira boa noite caracol lançou dupla pegada. Doce O Lebre e a Caracol, frenética Palma de Opúntia, dedicada a yala. Caos instalado, esclarecida intensidade e entrega.

    Chuva luminosa

    Show continuou com Mamilo Aureolar, modelo da depressão e Gavião Russo, a melhor fábula de espionagem romântica jamais feita. Preparada em fuga, A Zebra é a nova Orca antecedeu viragem. Destino: Canal Carnal, versão varão, cresce imenso ao vivo.

    Glândula fica serena gerou grande entusiasmo. A emblemática canção de intervenção, uma vez em disco, trará sing alongs. Homem Arara Vermelha exibiu seu grito típico, de pena humana, seguindo-se Jorge, O Solitário, protegido pela lei. Já Bicho do Betão chegou, não se sabendo como foi lá parar.

    Quando Morro de Comanché entrou, avisadas despedidas. Conto de culto deu, por fim, lugar a Hipersónia, fase oral, canção de ambos lobos molhados, onde palavras como correr e fugir sugerem treino de perigos. Perdidos três, Carlos, em pose de comentário, confessou: «ondeamos em uníssono abdomens».

    Astrolábia desflorada, sábio regresso. Conversas sobre leña cortada y picada, desbroces de fincas, esterco de cabalo sin semilla, sua possibilidade de transporte, e, em jeito de balanço, brindes à equipe técnica barra entourage.